Dieta das 3 horas

Isabela Leal e Ana Paula Rafanini, especial para o UOL Ciência e Saúde

Outras dietas
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O que propõe

Consumir alimentos a cada 3 horas é a prerrogativa dessa dieta, que compreende as três principais refeições e três lanches (manhã, tarde e ceia). “A proposta de se alimentar a cada três horas é manter o metabolismo acelerado e evitar a compulsão, além de reduzir a ação do hormônio cortisol, que estimula o desejo por doces”, explica a nutróloga Paula Cabral, do Rio de Janeiro. “Porém, se as quantidades não forem obedecidas, haverá sobreposição de refeição e a pessoa acaba engordando”, avisa a médica.

Manter a regularidade nos horários das refeições é o mais importante, mas para que os resultados sejam efetivos é importante que a perda de peso seja gradativa, ou seja, perder no máximo um quilo por semana – assim o organismo queima somente gordura e não massa muscular.

“Perder músculos, além de gerar flacidez, faz com que o corpo passe a queimar poucas calorias e, com isso, é necessário comer cada vez menos para eliminar os excessos”, esclarece Cabral. Para ela, a alimentação fracionada, e bem distribuída ao longo do dia, evita ainda que o organismo armazene energia para suportar longos intervalos de jejum, já que isso não acontece. Nessa dieta, não se deve excluir nenhum grupo alimentar, mas, apesar de não haver proibição e nem um valor energético determinado, vale prezar o equilíbrio e o bom senso para controlar as calorias.
 

Como é feita

Como nesse cardápio não se conta calorias, pode se guiar por uma média de 400 calorias para cada uma das três refeições principais, 100 para cada um dos três lanches.

Esporadicamente, fica liberado substituir um dos lanches por uma pequena extravagância, como um bombom ou uma colher de sorvete. Outro ponto importante: não há grandes proibições nas seis refeições que compõem essa dieta.

No café da manhã, um copo de chá (com adoçante), um pão com manteiga (ou margarina) e uma fatia de fruta de sua preferência. Entre o café e o almoço, intercala-se um lanche, que pode ser um iogurte light ou uma fatia de uma fruta que contém bastante água (melancia, melão ou abacaxi).

No almoço, verdura, um legume cozido, arroz (3 colheres), feijão (uma concha rasa), um filé de frango ou carne assada. O lanchinho da tarde pode ser uma pequena taça de salada de fruta. No jantar, uma sopa de ervilhas (2 conchas), salada de alface, tomate e cebola e um filé pequeno grelhado (carne ou frango).

Para evitar o famoso efeito sanfona, a nutróloga indica: “É uma dieta equilibrada e por isso pode se tornar um hábito de vida, porém é difícil fazer as contagens e respeitar as restrições no dia-a-dia, já que o gasto energético pode ser diferente do consumo, principalmente se as atividades da pessoa forem mais pesadas ou exigirem mais movimentação física. Sem dúvida é um cardápio que pode ser seguido até se atingir o peso desejado e mesmo depois. Dessa forma se evita o efeito sanfona”, conclui. Ela não descarta a flexibilidade esporádica de consumir algo mais calórico, como uma pequena porção de doce ou sorvete. Mas essa extravagância fica permitida raramente.
 

Promessa

Em média, é possível eliminar até 1 kg por semana, porém esta perda poderá ser maior quando se pratica alguma atividade física.

Contraindicação

Apesar do equilíbrio do cardápio, nem todas as refeições são digeridas e consumidas durante as 3 horas. “Pode haver sobreposição de refeições, principalmente se a pessoa for sedentária. A necessidade de fazer alguma atividade física não é estimulada nessa dieta, por isso pode dar bons resultados para os que malham e não ter efeito para os sedentários, devido à baixa queima calórica. Os exercícios incrementam a musculatura, favorecendo a queima de calorias. Fazer exercícios é fundamental para emagrecer de maneira efetiva e manter o peso”, alerta a nutróloga do Rio de Janeiro. Outro ponto fraco é estabelecer horários para as refeições, regra que nos dias de hoje não é fácil de ser seguida, por conta da correria em que as pessoas vivem e pela falta de praticidade.

Eu fiz

“Quando segui essa dieta, há sete anos, perdi 2,5 kg em sete dias. Depois disso, não tive dúvidas, adotei como estilo de vida. Continuo com o método até hoje para manter o peso. Já tive algum ganho de peso, mas por desleixo meu. Quando volto a seguir a dieta das 3 horas à risca, tudo volta ao normal. O interessante é que eu nunca fico com muita fome e, nas refeições principais, acabo comendo pouco. A única coisa chata é que sempre tenho que carregar lanchinhos pra onde vou, iogurte, barrinha de cereal, frutas”.

 

Andressa Iotti Ferreira, 30 anos, fisioterapeuta de São Paulo



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